Resenha: O Exorcista




Autor: William Peter Blatty

Editora: Agir
Páginas: 333

Sinopse: 

Nos Estados Unidos da América, algo muito estranho acontece. Atingida por uma doença que os melhores especialistas não conseguem descobrir, uma criança caminha para a morte, semeando a destruição à sua volta, ao mesmo tempo que se vai apagando numa agonia atroz.


Resenha: 

Quando finalmente encontrei a edição de 40º aniversário de “O Exorcista” em dos meus passeios pela livraria, não pensei duas vezes antes de agarrá-lo junto ao peito e correr, quase saltitante, até o caixa. Quando cheguei em casa, o coloquei na estante com a promessa de que seria minha próxima leitura. 

Confesso que a criança assustada e medrosa dentro de mim me impediu de começa-lo assim tão rápido. Demorei-me bons três meses, até que eu conseguisse tomar coragem e mergulhar nessa história assustadora, porém deliciosa!

Decidi que só o leria durante o dia, com luzes acessas e pessoas a minha volta, mas logo que comecei as primeiras páginas, percebi que me trairia logo. A experiência é tão intensa que não me deixou descansar até que eu descobrisse o que acontecia com cada personagem, me fazendo passar uma boa parte da madrugada enfiada em baixo dos cobertores, tremendo de medo, mas sem conseguir fechar o encarte. 

A história começa quando Chris MacNeil, uma famosa atriz, se muda com sua filha Regan para um casarão em Washington, onde vivem além das duas, seus empregados Karl e Willie e sua assistente Sharon. 

Regan, uma garota de onze anos, doce e educada, começa a mostrar sinais de histeria e mudanças de comportamento que preocupam sua mãe, Chris logo trata de buscar ajuda a médicos e psicólogos, se culpando pelo divorcio que poderia estar deixando sua filha em estados eufóricos. Depois de ser levada a longos exames, Regan volta para casa, pior que alguma vez estivesse e para a indignação de MacNeil, sem nenhuma explicação plausível para o estado enfermo. 

Assim, desesperada para ter sua filha de volta, vai contra suas próprias dúvidas em relação a um Deus, para procurar ajuda com o Damien Karras, um padre que havia perdendo sua fé. 

Mas até Karras tem suas dúvidas quanto a veracidade do processo e eles assim começam suas pesquisas, dando a cada sintoma, uma explicação cientifica. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, me perguntando se afinal, era ou não era possessão?




Se você está esperando uma escrita cheia de detalhes e de personagens inexpressivos, Blatty te surpreenderá. Ele consegue fazer até o personagem mais terciário ter importância para história, se analisado friamente. 

Começa a se desenrolar, junto com a trama da menina, uma história policial onde ética e religião se conflitam e te jogando a pergunta de até quão longe você iria pelo que você acredita, o quão forte e a sua fé e até onde vale a pena guardar segredos. 




Apesar da história da menina possuída já ser conhecida, a experiência de ler é totalmente diferente. Com o clássico produzido em 1973, com direção de William Friedkin, levamos centenas de sustos, com os cortes bem feitos e a sonografia perfeita de Jack Nitzche e Mike Oldfield. Com a obra de Blatty, os sustos dão lugar ao medo psicológico e ao nojo, quando as profanações dentro da igreja local são descritas.

A cena inconfundível, do homem de chapéu e maleta, sendo iluminado pela luz forte vinda da janela é a capa da minha edição de aniversário, e é realmente muito tocante e nostálgica.Enfim, merecedora de todo o prestígio que tem, O Exorcista de William Peter Blatty, conquistou meu coração com toda a sua doentia narração. 

Um clássico do terror e do suspense que tenho certeza, vai te fazer tremer de medo.


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