Resenha: 50 tons de cinza


Autora: E. L. James
Editora: Intrínseca
Páginas: 455
 Sinopse: 

Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. 
Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

Resenha:

Anastasia Steele está concluindo a faculdade em Literatura Inglesa e precisa substituir de última hora sua melhor amiga, Kate, com quem divide apartamento, em uma entrevista a um multimilionário, para a última edição do jornal estudantil editada por Kate. Ana é aquele tipo de menina estudiosa, e que, apaixonada por romances clássicos, ainda não encontrou nenhum homem que se compare a seus heróis românticos. 


Ao chegar na Grey Enterprises Holdings, Ana se depara com uma equipe de funcionárias loiras, lindas e bem-vestidas que as encaminham para a entrevista com Christian Grey. Logo na entrada da sala do Sr. Grey, Ana se espatifa no chão, deixando-a ainda mais nervosa.  Ana nunca seria capaz de imaginar, mas sua petulância, insegurança e a mania de morder o lábio inferior imediatamente a tornam um objeto desejado por aquele homem lindo e poderoso (por quem, obviamente, ela se apaixona perdidamente). Mas o que ela jamais poderia imaginar mesmo é que aquele homem estava prestes a levá-la para um caminho obscuro com sua preferência sexual exótica.
Acabo de vivenciar a experiência intensa de ler o livro e assistir a adaptação para o cinema de 50 tons de cinza, tudo isso em pouco mais de três dias. Confesso que peguei o livro para ler com certo preconceito e, ao perceber a infinita semelhança entre a trama deste livro e da saga Crepúsculo, quase desisti da leitura (depois descobri que a autora originalmente havia escrito fanfics eróticas com Bella Swan e Edward Cullen). No entanto, como nunca deixei um livro pela metade, resolvi terminar e fico feliz por tê-lo feito. Não posso negar que 50 tons de cinza é um livro exclusivo para mulheres (não consigo imaginar um homem – heterossexual – lendo essa obra). De fato, Christian Grey é a personificação do homem dos sonhos de muitas mulheres: lindo, educado, inteligente e, ainda por cima, multimilionário. O que não agrada, no entanto, é o fato de o Sr. Grey ser maníaco por poder (o que se reflete diretamente em suas preferências sexuais), tem um humor inconstante e, aparentemente, é incapaz de amar. Como feminista nata, soube desde o início que não simpatizaria nem um pouco com a persona e suas atitudes. Porém, com o desenrolar da história, ao conhecê-lo melhor e compreendê-lo, de certa forma, criei uma simpatia pelo personagem.


Obviamente não posso deixar de citar os trechos eróticos do livro. Não sou fã do gênero, nunca havia lido nada parecido e confesso que quando essas partes chegavam eu queria que terminassem logo, especialmente pela forma estranha com que a autora as descreveu (só lendo para entender). O enredo como um todo é interessante e gostei de presenciar os conflitos internos na cabeça da personagem principal (apesar de ter odiado a forma como ela descreve o “inconsciente” – o lado bom do cérebro – e a “deusa interior” – o lado safadinho do cérebro – e suas atitudes como se fossem duas pessoas. Não pude evitar imaginá-los como um diabinho e um anjinho discutindo, cada um em um dos ombros da personagem).


Por fim, devido aos diversos pontos positivos e diversos pontos negativos o livro é, por si só, um assunto polêmico (que também trata de um assunto polêmico). Aconselho que se você tiver interesse, que leia e tire suas próprias conclusões. Não adianta você ler resenhas sobre este livro, pois cada um vai se agarrar aos pontos positivos ou aos pontos negativos. Eu, sinceramente, ainda não decidi o que achei do livro. Muitas coisas, principalmente relacionadas ao estilo de escrita (e às partes eróticas), me incomodaram bastante, mas não posso negar que me apaixonei pelo romance entre Christian Grey e Anastasia Steele.


Extras, sobre o filme:


ODEIO quando mudam os acontecimentos quando adaptam um livro para o cinema. Então, odiei o filme e me senti muito constrangida com as pessoas gritando no cinema (mesmo que tenham abrandado PRA CARAMBA as cenas de sexo). Além disso, o filme ficou vazio, porque as melhores partes do livro (em minha opinião) que é o conflito interno vivenciado pela Ana e a sua sagacidade e seu lado brincalhão, não aparece em momento algum, ou muito pouco.

Confira o trailer:




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