Resenha: Menina Má



Autor: William March
Editora: DarkSide Books
Páginas: 272
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Sinopse:Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro apavorantemente bom. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.

Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.

MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.


Assista ao vídeo:




Resenha: Sexo invisível: o verdadeiro papel da mulher na pré-história

Autores: James M. Adovasio,
Olga Soffer, Jake Page
Editora: Record
Páginas: 312


Sinopse: Neste livro, os autores introduzem um novo olhar sobre a Pré-História, apresentando algumas das principais contribuições da mulher neste período. Os autores defendem, por exemplo, que as mulheres foram responsáveis pela invenção dos meios essenciais para a sobrevivência, incluindo as roupas para climas mais frios, a agricultura, as cordas usadas para fabricar as jangadas, que permitiam longas viagens pela água, e as redes usadas em caças coletivas. Segundo os autores, as mulheres também teriam um papel fundamental no desenvolvimento da linguagem e das habilidades sociais, que resumem a evolução humana. O livro revoluciona os conceitos antigos e revela um novo papel das mulheres na pré-história, desafiando as ideias feitas sobre o gênero.



Resenha:

Autores

James M. Adovasio arqueólogo americano, especialista em artefatos perecíveis como cestos e têxteis. Diretor do Instituto Arqueológico Mercyhurst na Universidade de Mercyhurst em Erie, Pensilvânia. Ficou conhecido pelos trabalhos que colaboraram no debate sobre o "Primeiro Clóvis". Publicou cerca de 400 livros, monografias, artigos e documentos em seu campo de estudo.

Olga Soffer antropóloga americana, professora de antropologia na Universidade de Illinois, Urbana, Illinois. Especialista em arqueologia do Velho Mundo (com ênfase na pré-história da Europa Central e Oriental), atua nos campos de estudos sobre o estilo de vida dos caçadores-coletores, teoria antropológica e arqueológica, paleoantropologia, ecologia do Pleistoceno e arqueozoologia.

Jake Page jornalista e escritor, publicou dezenas de livros, principalmente sobre ciência, história natural e cultura indígena americana, foi o editor fundador da Smithsonian Books e colaborador de longa data da revista Smithsonian.

De que trata o livro

O objetivo dos autores é elaborar uma reconstrução acerca da imagem largamente difundida sobre os papeis do homem e da mulher na pré-história. Os autores elaboram uma tese de que as primeiras evidências da pré-história, encontradas pelos arqueólogos, foram interpretadas de forma equivocada. Essas interpretações estariam baseadas no subconsciente desses pesquisadores homens, imersos em uma sociedade patriarcal e machista. Os autores esclarecem que o cientista é um produto de sua própria época, que ele interpreta o que vê de acordo com o que traz em sua formação como pessoa, e isso pode ter influenciado na projeção de uma sociedade ancestral patriarcal aonde o homem tinha um papel protagonista, de caçador superpoderoso, e à mulher seria relegado um papel secundário.

Através de novas evidências e da reinterpretação de evidências já conhecidas, os autores propõem que a mulher teve papel fundamental na evolução da espécie humana, tanto culturalmente como biologicamente. A tese dos autores é que a mulher não foi somente uma coadjuvante, ou teve um papel secundário na provisão de recursos para a tribo, mas que ajudou ativamente e foi, inclusive, descobridora de técnicas, ou inventora de artefatos, sem os quais a espécie humana nunca teria chegado aonde chegou. Algumas evidências apontam que a invenção da agulha, da costura, da tapeçaria e da cestaria teriam sido cruciais para a sobrevivência em épocas e locais de extremo frio. Além disso, estudos com fósseis de humanos, da época da transição de caça/coleta para cultivo, apontam que as mulheres se tornaram sedentárias antes dos homens, ou seja, elas teriam sido as inventoras da agricultura, ou pelos menos, seriam elas que cuidariam das primeiras plantações e colheitas, enquanto os homens continuariam caçando e andando longas distâncias. Esse hábito, de caminhar longas distâncias, deixa marcas nas cristas dos fêmures que podem ser acessadas, hoje, pelos arqueólogos.

Outro ponto, que os autores tentam desmitificar, é em relação às armas e instrumentos de caça, para eles tanto as mulheres produziam instrumentos de caça quanto caçavam, e que os homens também se dedicavam a trabalhos manuais, como costurar peles e redes. 

Outro fator importante ao longo da nossa evolução, e que também estaria relacionada às mulheres, seria a invenção da fala, não existem teorias que comprovem como ela surgiu, nem quando, nem onde, mas se acredita que as pessoas pensavam simbolicamente e utilizavam a transmissão de sons para facilitar a transmissão de informações. Essa transmissão de sons seria crucial para a sobrevivência da prole, e é muito plausível que o aumento na complexidade da comunicação e o surgimento da linguagem tenha se dado nesse contexto. 

Trecho favorito, com justificativa

“Em seguida ela estudou os vestígios de gente que viveu em um grande pueblo no Novo México, [...] havia uma agricultura intensiva no local, com vários campos dedicados ao cultivo de milho, abóbora e feijão. A falta de sinais de mobilidade nos fêmures tanto de homens quanto mulheres deste lugar era a mesma. Eram um exemplo de vida sedentária. [...] O departamento de estradas chamou os arqueólogos, que descobriram vestígios de um povo que estava, cerca de 3.500 anos atrás começando a transição da coleta para o cultivo [...] Apenas os fêmures de homens tinhas cristas pronunciadas. Os homens continuaram a passar muito de seu tempo perambulando pelas cercanias, caçando (ou vadiando?). Os fêmures das mulheres não tinham as cristas e eram menos robustos, resultado claro de uma vida sedentária. Estas mulheres de Cochise haviam abandonado a vida de longas caminhadas, própria de coletores, e permaneciam próximas aos assentamentos a maior parte do tempo, talvez cuidando das plantas ou, como alguém pode dizer, inventando a agricultura.”  (JM Adovasio, O Soffer e J Page, 2009, pág 254).

Esse foi um dos meus trechos favoritos. Escolhi esse por mostrar uma evidência muito consistente a respeito do papel das mulheres em um dos maiores passos da nossa evolução cultural e biológica. Além disso, nesse trecho fica muito evidente como o arqueólogo trabalha: no início se explica como é a pesquisa da arqueóloga com um povo atual, que pratica a agricultura, tem uma vida sedentária e como se busca a delimitação de um padrão quanto à forma, robustez e marcas nos fêmures das pessoas que vivem atualmente e possuem esse modo de vida. Logo em seguida mostra a investigação utilizando os vestígios de um povo que viveu há 3.500 anos, como eram os fêmures dos homens e das mulheres e relaciona as marcas deixadas nos ossos com o hábito de vida de cada gênero. Achei interessante esse trecho, pois essa pesquisa encontra indícios nos povos atuais, seus hábitos relacionados aos registros que ficam em seus ossos e depois essa informação é usada para interpretar as evidências dos humanos ancestrais. Além de ser uma pesquisa elegante e robusta, ela nos traz uma evidência consistente do papel da mulher nesse momento da evolução humana, relacionado ao hábito sedentário e à invenção da agricultura.

“Os arqueólogos têm duas vantagens nesta região. Uma é a riqueza do material arqueológico, a outra é a existência de alguns descendentes dos povos pré-históricos locais. Hoje, os hopis e os zunis, bem como as 19 populações de Rio Grande Pueblo, conservam muitos costumes e sensibilidades supostamente ancestrais que podem munir o arqueólogo cauteloso com insights úteis daqueles tempos antigos. Por esta gente ser, pelo menos em parte, descendente dos ilustres povos Anasazi e Mogollon, muitos são tradicionais ao extremo. Entre os hopis, de hoje, por exemplo, as mulheres têm a propriedade dos campos, que são passados de geração em geração pelo clã maternal da mulher. As mulheres são donas também da colheita, assim que esta é entregue para ela por seu marido e filhos, que trabalham na plantação. O marido se muda para a casa da mulher, que é dela, mesmo se foi ele que construiu para ela, e se o casamento está, na opinião dela, encerrado, ela simplesmente bota os pertences do esposo para fora e ele volta para a casa ou aldeia da mãe. Não há razão lógica para imaginar que isto é algo recente. Isto se chama matrilinearidade e matrilocalidade – não matriarcado – e é uma tradição poderosa que surgiu em muitos lugares para controlar a tendência masculina de assumir o controle se lhes é dada a chance.” (JM Adovasio, O Soffer e J Page, 2009, pág 279).

Esse foi outro dos meus trechos favoritos e eu o escolhi por trazer hábitos muito plausíveis, de um povo atual que, muito possivelmente, preserva hábitos dos nossos ancestrais e pode retratar como a sociedade primitiva era organizada. O trecho sintetiza a ideia do livro, ao mesmo tempo que mostra como podemos, de forma cautelosa, utilizar hábitos e tradições de povos atuais para tentar inferir como se comportavam nossos ancestrais.

Impressões de leitura

Achei o livro excelente, tanto do ponto de vista da evolução humana quanto da releitura do papel da mulher nesse processo. Os autores fazem uma excelente revisão sobre evolução, desde as bases genéticas, passando pela seleção natural até estudos de comportamento, tanto de nossos parentes primatas atuais, quanto de comunidades que guardam tradições que devem ser muito antigas, para tentar entender o verdadeiro papel da mulher na pré-história. Os autores se preocupam em desfazer um pouco a imagem no inconsciente coletivo onde os homens pré-históricos foram os protagonistas, que caçavam e abasteciam as famílias, enquanto as mulheres ficavam com o papel de coleta de subsistência e cuidado da prole. O livro apresenta várias evidências consistentes para desmitificar muito do que foi elaborado a respeito do papel de cada gênero ao longo da pré-história. Ao passo que vamos avançando na leitura, a impressão é de que estamos lendo a respeito de uma história muito conhecida, mas da qual sabíamos muito pouco, com alguns elementos equivocados e cheia de lacunas. Ao recontar a história, preenchendo as lacunas, trazendo novos elementos e novas interpretações, os autores tornam essa história muito mais rica, verossímil e plausível.

Por que recomendar (ou não recomendar) este livro?

Recomendo fortemente a leitura desse livro, além da linguagem acessível, os autores fazem uma bela revisão a respeito da evolução humana, tratam de temas cruciais para se entender o contexto da nossa evolução, como as bases genéticas, a seleção natural e estudos de comportamento. Eles também apresentam várias evidências e novas interpretações sobre o papel da mulher na pré-história. É um livro altamente esclarecedor em diversos aspectos e nos ajuda a ampliar a visão de mundo, no que diz respeito a questões de gênero, mas também sobre nossa evolução como espécie.



Resenha: A vida privada das árvores


Autor: Alejandro Zambra
Editora: Cosac Naify
Páginas: 93
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Sinopse: Segundo livro do escritor chileno Alejandro Zambra, A vida privada das árvores é a história de uma espera. Julián, um professor de literatura e aspirante a escritor, aguarda a chegada de Verónica, sua mulher. Mas ela não chega e a espera se alonga. Junto com a enteada, a pequena Daniela, Julián distrai as horas contando histórias de árvores para a menina. Enquanto a mulher não chega, Julián recompõe na memória seu passado e, na imaginação, inventa um futuro possível no qual sua companheira já não existe.

Um livro delicioso, de fácil leitura e com uma história que prende o leitor página após página. 

"Seria preferível fechar o livro, fechar os livros, e enfrentar, sem mais, não a vida, que é muito grande, mas a frágil armadura do presente" (A vida privada das árvores, p. 31)


Assista o vídeo:


Como se tornar um escritor, o caminho mais fácil - por Neil Gaiman


Para celebrar o aniversário de Neil Gaiman, que nasceu em 10 de novembro de 1960, o blog Writers Write compartilhou um post hilário dele no Tumblr. Nós do Mundo Mágico dos Livros resolvemos repetir a homenagem e fazer a tradução deste post para o português.

joseph-the-mop perguntou para Neil: Eu tenho tentado ser escritor por um tempo. Eu tenho todas essas ideias incríveis, mas é realmente difícil colocar meus pensamentos no papel. Além disso, minhas ideias nunca realmente ganham fruição. Você tem algum conselho?

Esta foi a resposta de neil-gaiman:

Escreva suas ideias. Se elas forem se tornar histórias, tente  contar histórias que você realmente gostaria de ler. Termine as coisas que começar a escrever. Faça muito isso e você será um escritor. A única maneira de fazer isso é fazendo.

Estou só brincando. Há uma maneira muito mais fácil de fazer isso. Por exemplo: no topo de uma montanha distante cresce uma árvore com folhas prateadas. Uma vez por ano, por volta de 30 de abril, essa árvore floresce com cinco flores, nas próximas horas cada flor se torna um fruto, primeiro um fruto verde, depois negros, depois dourado.

No momento em que os cinco frutos se tornam dourados, cinco corvos brancos, que estavam esperando na montanha, e que você poderia confundir com neve, irão atacar a árvore,  despojando-a avidamente de todos os seus frutos, e irão voar, rindo.

Você pode pegar, com suas mãos limpas, o menor dos corvos, e pode forçá-lo a desistir do fruto (os corvos não engolem os frutos. Eles os carregam através do oceano, até um jardim encantado, os deixam cair, um por um, na boca de seus filhotes, que vão acordar de um sono encantado apenas depois que mil frutos forem dados a eles). Quando você tiver obtido o fruto dourado, você precisa colocá-lo debaixo da sua língua, e voltar diretamente à sua casa.

Na semana seguinte, você não poderá falar com ninguém, nem mesmo com as pessoas que ama ou com um guarda de trânsito que o tenha parado por dirigir em alta velocidade. Não diga nada. Não durma. Deixe o fruto colocado debaixo da sua língua.

À meia-noite do sétimo dia você precisa ir até o lugar mais alto da sua cidade (é comum subir em telhados para este próximo passo) e, com o fruto seguro debaixo da sua língua, recite todo o livro  Fox in Socks. Não deixe o fruto cair de sua língua. Não esqueça nenhuma frase do poema, nem pule nenhum pedaço de Muddle Puddle Tweetle Poddle Beetle Noodle Bottle Paddle Battle.

Então, somente então, você pode engolir o fruto. Você precisa retornar a sua casa o mais rápido que puder, pois terá apenas meia hora antes de cair em sono profundo.

Quando você acordar na manhã seguinte, você estará apto a colocar seus pensamentos e ideias no papel, e você será um escritor.




TAG: Sacrifício Literário


Todo mundo tem aquele livro que odeia. Às vezes é irracional, você nem sabe por que odeia. Às vezes você tem uma lista detalhada com todas as razões pelas quais o odeia. Pode ser por causa de um personagem, do estilo do autor, da história, do final... Não importa a razão, todo mundo tem um livro do qual simplesmente não consegue gostar. Essa TAG foi criada para celebrar os livros dos quais não gostamos. Ela consiste na descrição de uma série de cenários apocalípticos nos quais um livro deve ser sacrificado. Estes são os que escolhemos, lembrando que o objetivo do vídeo é expressar a nossa opinião e fazer um divertido desabafo sobre os livros dos quais não conseguimos gostar. Não queremos desmerecer nenhum livro ou autor. O hábito da leitura é importante e se um livro foi capaz de criá-lo em alguém, então ele cumpriu sua missão. Divirtam-se com o vídeo!

Assista o vídeo:


Para quem gostou e também deseja fazer a TAG, seguem abaixo as descrições dos cenários:

1)Um livro super popular: vamos começar com um apocalipse zumbi! Você está numa livraria, só olhando entre as estantes quando de repente... ataque de zumbi! Um anúncio é feito dizendo que foi descoberto que a única fraqueza dos zumbis são livros super populares. Qual livro todo mundo diz que é incrível, mas você realmente odiou e jogaria no zumbi para exterminá-lo?

2) Uma continuação: vamos dizer que você acabou de sair de um salão absurdamente caro com um novo corte de cabelo. Quando de repente começa a cair um temporal. Qual continuação você usaria como guarda-chuva para proteger seu cabelo?

3) Um clássico: você está na aula de Literatura e seu professor está falando de como esse clássico mudou o mundo, como revolucionou a literatura e você fica tão indignado que quer jogar o clássico na cabeça dele por que, sabe de uma coisa? Esse clássico é estúpido e vale a pena uma suspensão só para mostrar a todo mundo como você se sente a respeito. Que clássico você atiraria?

4) O livro que você mais detesta na vida: vamos dizer que você esteja passeando em uma biblioteca quando de repente o aquecimento global explode e o mundo lá fora se forna um deserto gelado. Você está preso e sua única chance de sobrevivência é queimar um livro. Qual livro você queimaria primeiro, o livro que você mais detesta na vida, o que você nunca se arrependeria de queimar?


Resenha: Norwegian wood




Autor: Haruki Murakami
Editora: Objetiva
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Sinopse: 

Publicado originalmente em 1987 e inédito no Brasil, "Norwegian wood" foi o livro que alçou o japonês Haruki Murakami da condição de autor cult à de ícone cultural. Com mais de quatro milhões de cópias vendidas no Japão, é um romance de formação com toques autobiográficos, ambientado na Tóquio do final da década de 1960, que narra a iniciação amorosa do jovem estudante de teatro Tory Watanabe. Comparado a "O apanhador no campo de centeio", de J. D. Salinger, por sua influência em toda uma geração de jovens leitores, o livro capta com maestria e lirismo a angústia e o desamparo da transição da adolescência à idade adulta.

Em 1968, Toru acaba de chegar a Tóquio para estudar teatro na universidade e mora em um alojamento estudantil só para homens. Solitário, dedica seu tempo a identificar e refletir sobre as peculiaridades dos colegas. Um dia, ele reencontra um rosto de seu passado: Naoko, antiga namorada de seu grande amigo de adolescência Kizuki. Marcados por uma tragédia em comum - o suicídio de Kuzuki - os dois se aproximam e constroem uma relação delicada onde a fragilidade psicológica de Naoko se torna cada vez mais visível com sua internação em um sanatório. Tem início então um período de grande dilema para o jovem Toru: uma encruzilhada entre o compasso de espera pela recuperação de Naoko e os encantos de uma outra vida, mais vibrante, personificada pela exuberante e liberada Midori. 

Ambientado em meio à turbulência política da virada dos anos 1960 para os anos 1970, Norwegian wood, assim como a canção dos Beatles que lhe empresta o título, é uma balada de amor e nostalgia cuja rara beleza confirma Murakami como uma das vozes mais talentosas da ficção contemporânea.

Assista o vídeo:

Top top: Adaptações de livros para o cinema


A literatura sempre foi fonte de inspiração para outras formas artísticas, mas em nenhuma outra sua influência aparece de maneira mais nítida como na chamada sétima arte. O cinema e a literatura tem em comum o ato de narrar histórias e, com isso, nos apresentar novos mundos e perspectivas. Não é, portanto, estranho, que muitas vezes livros maravilhosos tenham sido adaptados e transformados também em filmes de sucesso. Nesta lista buscamos reunir alguns filmes adaptados de livros que consideramos excepcionais, tanto por fazerem jus a narrativa do livro do qual se originaram quanto por utilizarem de maneira primorosa os recursos específicos da cinematografia, além de contarem com um elenco talentoso, boas performances e diretores competentes.


Atenção: esse texto contém spoilers dos filmes adaptados de livros aqui listados! Recomenda-se cuidado ao ler!


 1º A Lista de Schindler
A adaptação cinematográfica feita pelo diretor Steven Spielberg do livro de mesmo nome, escrito pelo autor Thomas Keneally e publicado em 1982, é simplesmente deslumbrante. Muitíssimo fiel aos relatos do livro, que foi escrito a partir de entrevistas que o autor fez com os sobreviventes do holocausto salvos por Schindler, o filme conquistou nada mais nada menos do que 7 Oscars, inclusive o de Melhor Filme em 1993. Vale também apontar para excelente direção de arte e fotografia do filme, que, aliás, também foram agraciadas com um Oscar cada. O filme também conta com as belíssimas interpretações de Liam Neeson, no papel de Oscar Schindler, Ben Kingsley, no papel de Itzhak Stern, e Ralph Fiennes, no papel do sádico oficial nazista Amon Göth.

2º Trilogia Senhor dos Anéis
O diretor Peter Jackson conseguiu como ninguém materializar em seus filmes toda a beleza da Terra Média.  Em sua trilogia pudemos acompanhar não só os personagens, mas também as paisagens criadas por J. R. R. Tolkien ganharem vida, em uma versão cinematográfica de um dos maiores clássicos da literatura fantástica.  Com um total de 17 Oscars ganhos, incluindo um de Melhor Filme e de Melhor Diretor para o filme O Retorno do Rei, trata-se de uma trilogia de altíssima qualidade e sem dúvida obrigatória para qualquer fã de Tolkien e de fantasia.

3º O Leitor
Contando a historia de um polêmico relacionamento amoroso entre um jovem de 15 anos e uma mulher madura de 36 na Alemanha do pós-guerra, esta adaptação do livro do escritor alemão Benhard Schlink dirigida por Stephen Daldry é profundamente artística e delicada. O filme trabalha com primor as questões morais abordadas pelo livro, sem cair no melodrama. O Leitor recebeu também o Oscar de Melhor Atriz em 2008, pela intepretação da personagem Hanna Schmidt feita pela atriz Kate Winslet, que neste filme fez uma das melhores performances de sua carreira.

4º Orgulho e Preconceito
Dirigido por Joe Wright e contando com os atores Keira Knightley e Matthew MacFadyen para viver os icônicos Liz Bennet e Mr. Darcy, esta adaptação feita em 2006 do clássico da escritora inglesa Jane Austen conseguiu levar para as telas todo o romantismo e todo o charme presentes na trama do livro.  Com cenários e um figurino deslumbrantes o filme é capaz de nos transportar para a Inglaterra georgiana, época na qual se passa o romance de Austen. E, embora os diálogos do filme não sejam sempre fieis ao livro, eles mantêm  sem qualquer dificuldade o espírito sagaz presente na narrativa da escritora.

5º Farenheit 451
Este filme de 1966 dirigido pelo famoso cineasta francês François Truffaut trás para as telas uma adaptação muito cuidadosa do clássico da ficção científica de mesmo nome, escrito por Ray Bradbury. Contando com poucos efeitos especiais, mas se aprofundando nas questões mais complexas da trama em si, o filme mostra com primor a sociedade distópica criada por Bradbury, na qual os livros são proibidos e os bombeiros têm como objetivo não apagar incêndios, mas sim queimar os poucos livros que ainda restam.

6º Série Harry Potter
Com oito filmes, quatro diretores e o posto de série cinematográfica de maior bilheteria de todos os tempos, esta adaptação romances da escritora inglesa J.K. Rowling definitivamente marcou toda uma geração, transpondo para as telas toda a magia de Hogwarts. Nela podemos acompanhar todo o desenvolvimento e amadurecimento dos personagens de Rowling e sua emocionante luta contra o mal, simbolizado pela figura soturna de Lorde Voldemort. Sem contar que o elenco dos filmes reúne excelentes atores, tais como Maggie Smith (professora Minerva McGonagal), Alan Rickman (professor Severus Snape), Richard Harris (o diretor Albus Dumbledore, nos dois primeiros filmes da série), dentre outros.

7º Entrevista com o vampiro
Este filme de 1994 dirigido por Neil Jordan é uma adaptação muito meticulosa do romance homônimo da escritora americana Anne Rice. O filme, assim como o livro, conta a historia de Louis de Pointe du Lac, jovem proprietário de terras na Lousiana do século 18 que é transformado em um vampiro pelo misterioso Lestat de Lioncourt e como sua vida se desenvolve desde então, até os finais do século 20. Com um elenco que conta com atores excelentes como Tom Cruise, Brad Pitt e Antônio Banderas, o filme é um clássico para todos aqueles que gostam de boas histórias de vampiros.

8º Coração de tinta
Lançado em 2008, o filme dirigido por Iain Sofley contou com o envolvimento da própria Cornelia Funke durante sua produção. Apesar de não ter sido bem recebido pela crítica, sob a alegação de não ser uma adaptação à altura do livro, é um filme que vale a pena assistir. A essência da história e os personagens pelos quais nos apaixonamos durante a leitura estão todos ali. Eliza Bennett faz um excelente trabalho como a protagonista Meggie e Paul Bettany rouba a cena como Dedo Empoeirado. Capricórnio, o vilão, é vivido por ninguém menos que o fantástico Andy Serkis, que parece mesmo ter saído direto das páginas do livro para a tela.

9º Drácula, de Bram Stocker
Outro clássico vampiresco pousou aqui em nossa lista, com esta adaptação do clássico de Bram Stocker dirigida por Francis Ford Coppola. Embora se afaste um bom tanto do livro em sua apresentação do Drácula como um personagem agradável e invista de forma muito mais profunda no romance entre Drácula e Mina Murray do que o livro, este filme é visualmente impecável e mantém o clima sombrio da história original.  O elenco também foi muito bem escolhido, contando com atores excelentes como Anthony Hopkins como o Professor Van Helsing, Gary Oldman como Drácula e Winona Ryder como Mina Murray. Como curiosidade, o filme também ganhou três Oscars, dentre eles o de Melhor Figurino.

10º O nome da rosa
Dirigido por Jean-Jacques Annaud, este filme de 1986 é uma adaptação do romance de mesmo nome do escritor italiano Umberto Eco. Trata-se de uma trama de investigação que se passa no século XIV, dentro de um mosteiro beneditino.  Neste mosteiro uma série de assassinatos misteriosos coloca os monges em estado de alerta, temendo por suas vidas. Enquanto alguns monges desconfiam que o mosteiro esteja sendo alvo de uma interferência demoníaca, outros suspeitam que as mortes não passem de atos cometidos por mãos humanas. É chamado então ao mosteiro o perspicaz monge franciscano William de Baskerville, que, juntamente com seu aprendiz Adso von Melk, vão investigar os misteriosos assassinatos.  O filme possui um elenco primoroso, que conta com nomes como Sean Connery (William de Baskerville) e Christian Slater (Adso von Melk), além de ser muitíssimo fiel a trama do livro e de apresentar detalhadamente o modo de vida e a mentalidade do século XIV. Uma curiosidade do filme são iluminuras apresentadas em algumas de suas cenas, que foram feitas sob encomenda e com técnicas medievais, em um dos pouquíssimos mosteiros em que esta forma de arte permanece sendo praticada.

11º A menina que roubava livros
Dirigido por Brian Percival e com roteiro de Michael Petroni, A menina que roubava livros é uma das melhores adaptações literárias já feitas para o cinema. A história de Liesel, interpretada com maestria pela jovem Sophie Nélisse, funciona como um fio condutor para que possamos saber mais sobre a vida do povo alemão durante o governo nazista. O filme torna palpável a realidade que, durante a leitura do livro, apenas se insinua na mente do leitor. A reconstituição histórica do modo de vida daquela época é muito bem feita.

Top Top: Músicas inspiradas em livros


A música inspira. Ela move a vida e torna o dia-a-dia mais vivo e colorido. Mas os compositores também precisam de inspiração para compor suas canções. Inspiração esta que pode vir de qualquer lugar. Inclusive dos livros. Hoje preparamos uma lista de canções inspiradas por obras da literatura. Já existem algumas listas circulando por aí. Há um tempo atrás o Literatortura reuniu uma lista de 10 músicas conhecidas inspiradas por livros. Buscamos reunir algumas diferentes, que não entraram nessa lista. Vocês podem conferir a playlist com as músicas citadas no canal do blog no Youtube.

1º Cartas de Isabella - Carlos Ruiz Zafon
Inspirada na personagem Isabella, da série do Cemitério dos Livros Esquecidos. Ela aparece no segundo e terceiro livros, "O jogo do anjo" e "Prisioneiro do céu". O que pouca gente sabe é que o autor do livro, o Carlos Ruiz Zafon, é um exímio pianista e compositor. Ele compôs várias músicas para a trilha sonora dos seus livros, incluindo esta que citamos. As músicas podem ser ouvidas no site dele, aqui. São um excelente acompanhamento para as leituras.

2º Every grain of sand - Bob Dylan
Inspirada nos primeiros versos do poema Augúrios da Inocência, de William Blake:
"Para ver o mundo num Grão de Areia
E o Céu numa Flor Selvagem
Segurar o Infinito na palma da mão
E em uma hora a Eternidade".

3º Norwegian wood - The Beatles
Essa é exceção da nossa lista. A canção já existia quando Haruki Murakami escreveu o seu livro "Norwegian wood". A música é uma das favoritas da personagem Naoko e permeia toda a narrativa. Contudo, a música poderia muito bem falar da relação de Naoko e Turo. Livro e música estão interligados de uma forma que, na ausência de conhecimento prévio, seria impossível dizer qual surgiu primeiro e serviu como inspiração.

4º Dorian - Agnes Obel
Inspirada no livro "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wild. A música retoma de forma sutil alguns pontos cruciais do livro, como a incapacidade de Dorian de seguir com sua vida quando percebe o que suas atitudes estão fazendo com sua alma e a perda da oportunidade de felicidade ao lado da mulher amada.

5º Defying gravity - Idina Menzel
Essa música é, provavelmente, a mais curiosa de nossa lista. Ela não foi apenas inspirada em um livro, mas faz parte de um musical criado com base na obra literária. "Wicked", de Gregory Maguire, é um reconto do clássico "O mágico de Oz", de Frank L. Baum, sob o ponto de vista da Bruxa Má do Oeste. Neste livro ficamos sabendo como Elphaba, nome dado pelo escritor à bruxa, se tornou perseguida e tida como má pelo povo de Oz. Trata-se de uma história de fundo político, que faz o leitor questionar as noções de bem e mal. Nela, vemos que nem tudo é o que parece e que no jogo do poder, calúnia e propaganda andam lado a lado.

6º Quasimodo - Lifehouse
Inspirada em "O corcunda de Notre Dame", de Victor Hugo. Quasimodo é o sineiro corcunda da catedral de Notre Dame que nutre uma paixão pela cigana Esmeralda. A certa altura do livro, ele está acorrentado no interior do livro enquanto a população de Paris se prepara para queimar Esmeralda na fogueira. Quasimodo, então, rompe as correntes e salva a cigana. A música foi inspirada nessa cena e também em pessoas em situações semelhantes, que se sentem acorrentadas enquanto o mundo parece estar contra elas e, de repente, conseguem se libertar e dar a volta por cima.

7º Lolita - Stereophonics
O livro "Lolita", de Vladimir Nobokov, narra a história de Humbert Humbert e seu envolvimento com a jovem Dolores. De todas as músicas inspiradas nesse livro - encontramos várias enquanto estávamos procurando - essa é uma das que mais remetem a elementos da história. Os quartos de motel, as cervejas roubadas bebidas pela personagem em seu acampamento de verão, a fuga, o fato de que tudo o que aconteceu deu (e foi) errado. A música se parece com o estilo narrativo de Nobokov e poderia muito bem ter sido composta pelo protagonista, se ele fosse dado a escrever versos.

8º The catcher in the Rye - Guns n Roses
"O apanhador no campo de centeio" de J. D. Salinger é um dos livros norte americanos mais populares e citados. Existem referências a este livro por todos os cantos, em filmes, em músicas, em outros livros. O livro conta a história do jovem Holden Caulfield, um rapaz que foi expulso da escola e, ao invés de aguardar que os pais viessem buscá-lo, resolve ir sozinho de volta para Nova York. Nesse trajeto e depois, quando decide não voltar para casa imediatamente, ele se confronta com várias perguntas existenciais acerca da vida e passa por diversas situações que o fazem amadurecer enquanto pessoa.


9º It's all coming back to me now - Celine Dion
A música ficou conhecida pela interpretação da Celine, mas na verdade foi escrita por Jim Steinman. O compositor afirmou que a letra foi inspirada pelo livro "O morro dos ventos uivantes", de Emily Bronte. Ele escreveu essa música para uma versão de sua peça Neverland, que era baseada na história de Peter Pan, contada no livro de  J. M. Barrie, mais exatamente para uma cena na qual uma Wendy de meia idade encontrava Peter Pan quando ele retornava cerca de 20 anos depois.

10° Wuthering heights - Kate Bush
Sim, nós adoramos "O morro dos ventos uivantes" e por isso aqui vai outra música inspirada pelo livro. A música é praticamente um resumo do livro em versos. Ela trata do romance de Catherine e Heathclif, uma história de amor conturbada que não poderia ter acabado de outra maneira.

11º All I ask of you - The Phantom of the Opera
A música faz parte do musical da Broadway baseado no livro "O fantasma da ópera" do escritor Gaston Leroux. O livro conta a história de Christine Daaé, uma jovem cantora da Ópera de Paris, que fica dividida entre seu amor de infância pelo aristocrata Raoul Chagne e seus sentimentos pelo misterioso Fantasma da Ópera, figura que além de apaixonada por ela, ainda lhe auxilia a carreira.

12º Endless forms most beautiful - Nightwish
"A origem das espécies", de Charles Darwin não é um livro de literatura. O que prova que a ciência é capaz de ser uma fonte de inspiração tão boa quanto qualquer outra coisa. Esse livro estabeleceu as bases da Teoria da Evolução por Seleção Natural e causou uma verdadeira revolução no pensamento da época. Hoje sabemos que Darwin errou em alguns pontos, mas seus acertos foram muito maiores. Sua teoria é o ponto central da Biologia moderna. Como se não bastasse a música ser sobre esse livro e ser obra da banda fantástica que é a Nightwish, eles ainda convidaram Richard Dawkins, o maior evolucionista da atualidade, para narrar um trecho do livro da Darwin antes do início da música. Reproduzo o trecho aqui em inglês porque nenhuma tradução faz jus às palavras originais de Darwin: "There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, while this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, form so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been. and are being, evolved".

13º Lady of Shallott - Loreena McKennitt
O poema "The Lady of Shallott", de Alfred Tennyson, apresenta na forma de uma balada narrativa a história de uma jovem amaldiçoada, condenada a viver para sempre sozinha em uma torre na ilha de Shallott. Esta jovem sequer pode olhar pela janela da terro em direção a Camelot, ou sua maldição a punirá: tudo o que ela pode fazer é olhar através de um espelho mágico as sombras do mundo exterior. Porém, ao se  confrontar com a sombra do cavaleiro Lancelot ela decide enfrentar a maldição, tudo pela chance de conhecer o amor. Trata-se de uma ampliação do mito arthuriano, com claras alusões ao mito da caverna de Platão.

14º Lord of the rings - Blind Guardian
J. R. R. Tolkien foi um dos maiores escritores de fantasia de todos os tempos. O universo criado por ele é uma fonte de inspiração inesgotável para todos os tipos de arte. As bandas Blind Guardian e Led Zepelin possuem inúmeras canções inspiradas na obra do mestre Tolkien. Escolhemos aqui apenas uma delas. "O senhor dos anéis" é o livro mais conhecido do professor e conta a história do hobbit Frodo Bolseiro, que se viu envolvido em uma jornada para destruir o Anel do Poder e evitar que a a Terra Média fosse dominada pelo Senhor do Escuro.

15° The rains of Castamere - Karliene
Essa música é uma das muitas versões de "As chuvas de Castamere", uma canção saída das Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Nos livros, ela descreve a vitória de Lorde Tywin Lannister sobre a Casa Reyne, que havia se revoltado contra ele, e a destruição da Casa no final. Ela é cantada como uma lembrança do destino que espera aqueles que enfrentam Tywin Lannister. Fez parte de um momento especialmente dramático tanto nos livros quanto na série de TV inspirada neles.

A maioria dos dados aqui apresentados foram retirados do site Songfacts. Há uma lista com centenas de músicas inspiradas em livros lá para quem gostou da nossa seleção e quer mais.

Resenha: Saga Encantadas

Autora: Sarah Pinborough
Editora: Única

Sinopses: 


Veneno:
Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos! 

Feitiço:
Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades.

Poder:
Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder...

Assista o vídeo: